Escolhemos os três melhores gyozas de um festival para você provar quando vier a Tóquio

O gyoza é aquele prato que os chineses inventaram mas os japoneses fizeram ficar famoso, pelo menos no Brasil. É engraçado porque o gyoza lembra muito o pastel que — vejam só! — hoje em dia é um mercado dominado no Brasil pelos chineses. Ironias do destino à parte, como bom brasileiro, sou apaixonado pelo gyoza japonês e, por isso, decidi enfrentar o desafio de provar todos os 'pastéizinhos' oferecidos pelos expositores da versão 2017 do Gyoza Fes de Tachikawa. Foram 14 versões diferentes do negócio, com receitas das mais variadas. Algumas até eram bem originais. Por exemplo, o Kawa To Ann de Sapporo, no norte do Japão, é um wine bar que oferece gyoza recheado com foie gras e acompanhado com

Como um cara que não bebe uísque ganhou o dia numa destilaria japonesa

Esta talvez não seja a melhor forma de começar um texto sobre o assunto mas é melhor deixar tudo às claras: detesto uísque. Podem chamar meu paladar de infantil mas acho o destilado forte e incômodo na boca. Acontece, porém, que sou curioso e isso explica o que me levou até a cidade de Hokuto, nas montanhas da província de Yamanashi, para visitar a destilaria que produz um dos uísques mais premiados do mundo, o Hakushu da japonesa Suntory. O Hakushu é um uísque single malt, de coloração levemente dourada, com teor alcóolico de 43%. O uísque é conhecido pelo aroma e pelo sabor que remetem ao frescor do verde das montanhas da região onde é fabricado. Ao paladar, o Hakushu traz notas cítricas

Fique quentinho no inverno toquiota

Até os macacos curtem os banhos de água termal. Dezembro é quando o inverno começa a apertar em Tóquio. E um dos melhores meios de aquecer o corpo é mergulhando em água quente. A capital japonesa não é necessariamente uma região de boas águas termais. Para isso, aliás, não precisa ir muito longe. Hakone, por exemplo, é excepcional. Mesmo assim, a capital japonesa oferece bons spas de águas e, ainda, os sentō, banhos públicos tradicionais. Clubes do bolinha e da luluzinha Os banhos costumam ser divididos por gênero porque o costume é entrar nos ofurôs completamente nu. E se você estiver indo a um spa mais sofisticado (como os dois que indicamos abaixo) não se preocupe com toalhas, roupas de d

O dia em que fui parar (nu) num banho misto de águas termais no Japão

Tem muita coisa bacana no Japão. Não é à toa que eu estou aqui há 12 anos. Mas não tem nada que eu goste mais do que um bom banho de águas termais. Como se sabe, o Japão é um país com alta atividade sísmica. É por isso que terremotos são constantes e, de tempos em tempos, grandes catástrofes chocam o mundo. Óbvio que isso assusta um pouco, apesar de sabermos que, se existe um país no mundo preparado para encarar grandes terremotos, esse país é o Japão. Além disso, pouca gente fala sobre o lado bom de ter o chão tremendo debaixo dos pés pelo menos umas três vezes por mês. É o calor gerado pela atividade sísmica que dá origem às águas termais. Não há lugar no arquipélago japonês onde não exist

Calor no Japão? Que tal um kakigori?

O Japão é um país com as quatro estações bem definidas e o calor no verão não deixa nada a dever aos dias, digamos, mais amenos da estação quente em cidades como o Rio de Janeiro. E, obviamente, os japoneses aprenderam a se aliviar de diversas maneiras. A mais saborosa delas é, sem dúvidas, o kakigori que pode ser entendido como uma sobremesa da espécie das raspadinhas de gelo que a gente encontra no Brasil. O kakigori é atração por aqui há alguns séculos, bem antes de haver geladeira ou outro tipo de sistema de refrigeração elétrico. Registros falam de gelo picotado na lâmina sendo saboreado por gente das altas classes lá no Período Heian (794 - 1185). O lance demorou a pegar e só no finalz

Wagyu? Saiba mais sobre a carne japonesa que está conquistando o mundo

Pouca gente associa a culinária japonesa com carne bovina. Sushi e sashimi são os pratos japoneses mais conhecidos no planeta e, por causa deles, existe uma imagem de que os peixes são a proteína mais consumida no Japão. É um engano. A grande riqueza da cozinha japonesa é justamente a diversidade e, junto com os peixes, brilham nos pratos outras carnes como a de frango, a de porco e a bovina. E é justamente com um tipo de carne de boi que os japoneses estão ganhando os açougues de luxo do mundo. Estamos falando do wagyu (pronuncia-se 'ua-guyu'), uma carne bem marmorizada, ou seja, com bastante gordura entremeada entre as fibras, o que traz um sabor excepcional. A palavra wagyu é formada por

Subida ao Monte Fuji: uma experiência inesquecível

Símbolo do Japão, o Monte Fuji é um dos pontos do país que os estrangeiros mais querem visitar. No verão, a imagem mais conhecida da montanha, do cume coberto de neve, desaparece. Nem assim o Fuji perde seu encanto. É na estação mais quente do ano que as rotas oficiais de escalada são abertas ao grande público. A subida à montanha mais alta do país é uma das principais atrações de verão japonês. Quase 250 mil pessoas subiram a montanha de 3776 metros de altitude na temporada 2016, um aumento substancial que vem ocorrendo há alguns anos e foi impulsionado pelo reconhecimento da montanha como Patrimônio da Humanidade. Apesar de relativamente segura e muito popular, a escalada do Monte Fuji exi

Japão de norte a sul de trem e por menos de 110 dólares

Quem vem do exterior pode e deve comprar o JR Rail Pass para viajar pelo Japão. Mas, apesar de ser muito vantajoso, o passe pode ser caro demais para quem está viajando no modo econômico. A versão mais barata, para 7 dias consecutivos, custa por volta de 300 dólares americanos. (Saiba mais sobre o JR Pass aqui.) Só que existe um passe sazonal que dá acesso a todas as linhas de trem locais da JR por cinco dias não consecutivos e custa pouco mais de 100 dólares. É o Seishun 18 Kippu (青春18きっぷ, lê-se 'seishun juu-rachi quippu'). Apesar do passe ser válido somente nas linhas de trem convencionais das empresas JR, é possível atravessar praticamente todo o país com ele. Claro que é preciso paciênci

Tradição gastronômica no coração de Ginza

Mais que pratos, a cozinha kaiseki é uma filosofia culinária. Sua origem está nos mosteiros budistas onde os monges costumam manter uma rotina frugal de alimentação. A palavra kaiseki é escrita em japonês com dois caracteres (懐石) e, em seu sentido literal, se refere à pedra quente que os monges colocavam na parte frontal de suas vestimentas para aplacar a fome durante os longos períodos de meditação. O kaiseki tradicional é servido em pequenos pratos, numa espécie de banquete. A ideia é usar ingredientes locais e sazonais para servir uma comida balanceada em termos de sabor, textura, apresentação e cores. Por isso, os pratos de um banquete kaiseki podem ser apreciados não somente com o palad

Um Rolê Artístico em Roppongi

Roppongi (lê-se com o 'r' brando, como na palavra 'caro') é um dos bairros preferidos pelos estrangeiros que vivem em Tóquio. Lá ficam muitos clubes noturnos frequentados principalmente por americanos que ensinam inglês ou servem nas bases militares implantadas nos arredores da megalópole. O bairro é o cenário do livro-reportagem 'Devoradores de Sombra', um thriller policial do jornalista Richard Lloyd Parry lançado no Brasil em 2015. Quem lê o livro encontra um bairro cheio de bares e casas que oferecem serviços de hostess (acompanhante), dança erótica e tocam hip-hop chiclete. Como o público das casas é majoritariamente masculino, muitas jovens japonesas e estrangeiras se aventuram pelas

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