© 2017 por Tabiji/Roberto Maxwell. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por

03/06/2018

Please reload

Posts Recentes

O fim da linha

03/06/2018

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

Campos de arroz que brilham

03/06/2018

 

 

Esta é a oitava parte do especial sobre a série em dois episódios do Globo Repórter que foi ao ar nos dias (18 e 25 de maio), produzida em homenagem aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

 

Depois de alguns dias em Tóquio, é hora de voltar para a estrada de ferro e pegar o trem-bala Shinkansen na direção de um dos lugares mais remotos do Japão. Este Globo Repórter especial teve uma grande vantagem com relação aos demais programas sobre o Japão exibidos no Brasil que foi apresentar algumas localidades desconhecidas do público brasileiro. Uma delas é Wajima, que fica na província de Ishikawa, a cerca de 520 km da capital da japonesa, na ponta da Península de Noto que é banhada pelo Mar do Japão.

 

De Tóquio, use o seu JR Pass para embarcar no trem-bala da linha Hokuriku até o ponto final, Kanazawa. De lá, o modo mais conveniente de chegar até Wajima é pegar um ônibus expresso ao custo de ¥4.520, ida e volta. Como o ideal é sair bem cedo para aproveitar tudo, tire o primeiro dia para passear por Kanazawa e se hospede pelo menos, duas noites na cidade. O Kanazawa Saino Niwa Hotel é o preferido dos leitores do site Trip Advisor na cidade. Também é um ryokan, ou seja, uma pousada tradicional japonesa, mas com todas as comodidades de uma instalação ocidental, inclusive camas. Um quarto duplo standard estava cotado pelo Booking.com a ¥17.280 por pernoite.

 

Iguarias locais no mercado público

Saindo bem cedo, no ônibus das 7:25, você chega à estação de Wajima às 9:48, ainda a tempo de aproveitar bem o Mercado Matutino da cidade. Fique de olho porque o mercado não abre nos três primeiros dias do ano, nem nas segundas e quartas quartas-feiras de cada mês, com exceção de agosto. Neste mês, a folga fica restrita à segunda quarta-feira. Foi lá que Márcio Gomes conheceu e aprovou o mini-kiwi que é vendido em pacotes de 400 até 500 gramas por ¥1.000.

 

O repórter também provou o baiacu, um peixe com um poderoso veneno, mas que é considerado uma iguaria pelos japoneses. Duas postas do peixe saem por ¥1.500. Para preparar a iguaria, Márcio usou um shichirin, uma espécie de grelha a carvão que fica à disposição dos visitantes do mercado que queiram comer na hora os produtos lá comprados. O preço? Na faixa, amigo. Aproveite.

 

Tudo pela metade do preço e o repórter aproveitou e caiu nas compras.

(frame do programa Globo Repórter)

 

No mercado, além de alimentos, é possível encontrar artesanato em laca, uma das especialidades da região. Márcio, que está retornando ao Brasil, fez a festa. Aproveitou uma promoção de descontos de 50% e parece estar levando lembrancinhas para todo mundo. Tudo bem que o artigo estava em liquidação mas ninguém pode dizer que não se trata de algo muito especial, concorda?

 

Técnica tradicional no plantio do arroz

Washima também é conhecida pelos campos de arroz nas montanhas chamados em japonês de Senmaida. No distrito de Shiroyone, ficam cerca de 1000 pequenas plantações nas encostas com vista para o mar. O conjunto de campos de arroz do local foi eleito como um dos 100 mais belos do Japão e também é classificado como SIPAM, ou seja, Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

 

Cada campo tem apenas 20 metros quadrados e, por serem tão diminutos, precisam ser cultivados a mão, sem a ajuda de máquinas. Por isso, o Senmaida de Wajima está em risco de desaparecimento. Mas o trabalho de antigos moradores, como o seu Sukenoshin Domae que aparece na reportagem, têm dado sobrevida a esta técnica de uso do solo.

O pôr do sol é mais belo no Senmaida entre o final de agosto e o mês de julho.

(imagem: site de divulgação turística do Shiroyone Senmaida)

 

Ao longo do ano, uma série de atividades é realizada no Senmaida de Shiroyone, sendo o maior destaque a iluminação noturna dos campos de arroz. Os campos iluminados podem ser vistos de outubro a março de cada ano. Já de abril a julho, o destaque é o pôr do sol nas plantações ainda alagados.

 

Caso você queira visitar os campos iluminados ou o crepúsculo, o ideal é pernoitar em Wajima já que o último ônibus para Kanazawa sai antes das sete da noite. Leitores do TripAdvisor indicam o Hotel Route Inn Wajima como a melhor opção de hospedagem na cidade. A diária sai a ¥7.400 para uma pessoa.

 

De Wajima, retorne para Kanazawa, uma cidade com uma série de atrativos como o belo jardim Kenrokuen, os bairros de gueixas Nishi-chaya e Higashi-chaya, as obras de arte contemporânea do 21st Century Museum e a intrigante arquitetura do museu dedicado ao filósofo D.T. Suzuki.

 

Aproveite muito e se prepare para a sua viagem mais longa até a Hokkaido, a mais setentrional de todas as grandes ilhas do Japão.

 

 

 

Clique para ler a última parte da reportagem.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Procurar por tags