© 2017 por Tabiji/Roberto Maxwell. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por

03/06/2018

Please reload

Posts Recentes

O fim da linha

03/06/2018

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

Aventura e diversão aos pés do Monte Fuji

03/06/2018

 

Esta é a quarta parte do especial sobre a série em dois episódios do Globo Repórter que foi ao ar nos dias (18 e 25 de maio), produzida em homenagem aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

 

Aviso:
Este texto foi atualizado no dia 2 de junho de 2018, às 17:24 JST.

 

Maior e mais conhecida montanha do Japão, o Monte Fuji reina na paisagem das províncias de Shizuoka e Yamanashi com seus 3.776 metros de altitude. Embora adormecido desde o final de 1707, o Fuji é considerado pelos sismólogos um vulcão ativo e uma erupção da montanha num futuro próximo não é descartada por nenhum estudioso sério. O fascínio causado por ele atravessa os séculos e o Monte Fuji talvez seja um dos acidentes geográficos mais representados em obras de arte do planeta. Com perdão do clichê, mas vir ao Japão e não ver o Fuji é o mesmo que ir à Roma e não ver o papa.

 

Maria-fumaça e campos de chá

Shizuoka é uma das províncias que abriga o Monte Fuji. Conhecida por belas paisagens de mar e montanha, a província também é uma das maiores produtoras de chá do Japão. Nosso repórter embarcou numa viagem numa locomotiva a vapor pelo vale do Rio Oi. A companhia restaurou quatro máquinas dos anos 1930 e 1940 para oferecer essa volta ao passado aos passageiros da linha. Com seus bancos de madeira, lâmpadas incandescentes e antigos ventiladores, os carros de passageiros também conservam a atmosfera da época.

 

A província de Shizuoka é uma das maiores produtoras de chá do Japão.
(imagem: Roberto Maxwell) 

 

 

A linha começa na pequena estação de Shin-kanaya, próxima à estação de Kanaya, da linha Tokaido da JR. Saindo de Kyoto, use o seu JR Pass para embarcar no trem-bala Shinkansen na direção de Tóquio. Seu destino será a estação de Kakegawa. Daqui, ainda com o passe, faça a baldeação para a linha do trem regular, na direção de Shizuoka. São apenas alguns minutos até que você chegue em Kanaya.

 

A estação é pequena e é bem fácil encontrar o embarque o trem da Companhia Ferroviária Oigawa. Você tomará primeiro um trem regular até a estação de Shin-kanaya, onde é feito o embarque na composição puxada pela locomotiva a vapor. Esta viagem não está incluída no JR Pass. Então, para ir até o fim da linha, a estação de Senzu, compre o passe de 2 dias que custa ¥3.440. Só fique atento com os horários. Faça a reserva antecipadamente através do site da Oigawa Railways.

 

O SL da Oigawa Railways atravessando o Rio OI.
(imagens: Carlos Fukuy e Roberto Maxwell) 

 

Dois antigos funcionários da companhia, chamados carinhosamente de Vovó SL e Vovô SL (de ‘steam locomotive’, locomotiva a vapor) atuam como guias na viagem. Na reportagem, o Seu Sugimori, o Vovô SL, aparece tocando gaita para os passageiros. Outra tradição japonesa pode ser provada na viagem de locomotiva pelo Rio Oi. É o maku-no-uchi bentô, uma marmitinha originalmente servida nos intervalos (maku) dos espetáculos de nô e kabuki. Márcio Gomes optou pelo Tokusen Makunouchi Bentô, que vem com iguarias da província de Shizuoka, como o kuro-hanpen furai (bolinho de cavalinha e sardinha empanado e frito) e o tempurá de broto de aralia. Como sobremesa, o warabi-mochi de matchá, uma gelatina feita com uma planta e coberta com o chá verde em pó. A marmitinha cheia de terroir sai por ¥1.150.

 

Maku-no-uchi bentô, uma tradição japonesa.

(frame do programa Globo Repórter)

 

Depois deste passeio a vapor pelo passado, volte para a estação de Kanaya e use o seu JR Pass para ir até Mishima. Você pode optar por seguir na linha Tokaido regular até seu destino final ou, ainda, fazer uma baldeação para o trem-bala em Shizuoka. Em Mishima, os usuários do site TripAdvisor indicam o Dormy Inn (¥8.509), um hotel simples mas que oferece conforto suficiente para as aventuras que estão por vir, ao sopé do Monte Fuji.

 

Sustos e surpresas à sombra do Fuji

Os dois passeios que Márcio Gomes fez aos pés da montanha renderam alguns dos momentos mais hilários do programa. No Fuji Safari Park, o repórter passeou entre animais selvagens e pareceu genuinamente assustado quando um urso e seis leões subiram no ônibus gradeado. Já o carro de apoio à visita teve seu carro ‘embarreirado’ por um tigre siberiano e pareceu que a reportagem ia acabar ali. Muita adrenalina!

 

Repórter leva um susto ao brincar com um filhote de leão.

(frame do programa Globo Repórter)

 

Para chegar no Fuji Safari Park vindo de Kyoto, use o JR Pass até Mishima e, nesta estação, compre por ¥3.600 o tíquete que inclui, além da entrada no parque, a passagem de ida e volta entre a estação e o local. Para passear fazer o safari no Jungle Bus, o visitante precisa pagar mais ¥1.300. Reserve, ainda, pelo menos ¥500 para alimentar os animais. Já o medo de virar comida dos bichinhos selvagens ali residentes não tem preço.

 

Depois de um dia inteiro com bichos de todo o planeta, você não vai querer outra coisa senão descanso e nenhum local é mais recomendado que as margens do Lago Kawaguchi, o espelho d'água onde o Monte Fuji melhor é refletido. Para chegar até lá, você vai embarcar num ônibus na estação de Mishima ao custo de ¥2.260 e desembarcar em Kawaguchiko. 

 

Pernoitar no Shuhokaku Kogetsu, considerado pelos usuários do Trip Advisor como a melhor hospedagem da cidade vai custar, no mínimo, ¥37.852 a diária. Isso, se você ainda conseguir pegar a promoção que está rolando. Os quartos e os banhos de águas termais desta pousada tradicional japonesa têm vista para o Monte Fuji. Reserve, ainda, ¥2.530 para o táxi da estação até o seu local de descanso.

 

De cabeça para baixo

Sempre bem comedido, Márcio Gomes reservou o melhor para o final de sua estadia no Japão. Com o Globo Repórter, ele quebrou a internet e a maior fonte de memes foi, sem dúvida, a visita ao FujiQ Highland, o parque de diversões mais louco do Japão. Lar de quatro montanhas-russas de respeito, o local atrai viciados em adrenalina do mundo todo. Saia do conforto da sua pousada e tome um táxi até o parque. A viagem vai custar ¥3.160. O dia está só começando.

 

O desespero do repórter na montanha-russa mais íngreme do mundo levou a audiência na internet ao delírio.

(frame do programa Globo Repórter)

 

Para você saber onde está se metendo, o grande destaque do FujiQ é, sem dúvida, a montanha-russa mais íngreme do mundo: a Takabisha. A descida num ângulo de 121 graus dá a sensação de que você vai se esborrachar de cara no chão. Riu do repórter gritando? É porque você ainda não foi lá. Outro atração que apareceu no programa é o Do-donpa que, por atingir a velocidade máxima de 171 km/h, chegou a ser a montanha-russa mais rápida do mundo. Mesmo ocupando atualmente uma singela quarta posição no quesito, o brinquedo ainda tem a maior aceleração na partida entre todos da espécie. O free pass de um dia para o FujiQ Highland custa ¥5.700. Tem gente que paga. Aliás, muita gente já que o local vive lotado.

 

Com a adrenalina ainda em alta depois de um dia de aventura no parque, prepare-se para embarcar para a maior área urbana do planeta. Para tanto, embarque no trem da linha Fujikyuko até Otsuki (¥1.140). Desta estação, traga de volta para a viagem o JR Pass e siga até seu destino final: Tóquio.

 

 

A viagem continua. Clique aqui para ler a quinta parte da reportagem.

 

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload