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Zen, luzes e distopias

03/06/2018

 

 

Esta é a sétima parte do especial sobre a série em dois episódios do Globo Repórter que foi ao ar nos dias (18 e 25 de maio), produzida em homenagem aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

 

O Japão é formado por 47 províncias que, em funções político-administrativas, equivalem aos estados do Brasil. Tóquio é uma dessas províncias. Existem diversas definições sobre o que seria a Região Metropolitana de Tóquio, ou a Grande Tóquio para usar um jargão do português. A mais simples delas considera como parte dessa grande metrópole, além da província onde fica a capital, as vizinhas Chiba, Saitama e Kanagawa. Esta última ganhou muito destaque na segunda edição do especial do Globo Repórter. Três cidades da província apareceram no programa: Kamakura, Yokohama e Kawasaki. Vamos conhecer um pouco sobre elas.

 

A cidade do zen e dos samurais

Kamakura fica a cerca de uma hora da estação de Tóquio e é uma cidade rica em história. Facilmente acessível com o seu JR Pass, a cidade é o mais fácil passeio de um dia fora de Tóquio. Para chegar até lá, embarque na linha circular Yamanote até a estação Tokyo e, de lá, faça a baldeação para a linha Tokaido com direção a Zushi.

 

Márcio Gomes visita o Grande Buda, ícone de Kamakura.

(frame do programa Globo Repórter)

 

Localizada numa região privilegiada da costa da província de Kanagawa, Kamakura teve seu grande momento histórico no final do século 12. A localidade foi a sede do xogunato até 1333. Os xoguns eram líderes militares que se tornavam governantes de facto ao subjugar o poder imperial a seus interesses. Por sua posição entre o mar e as colinas, Kamakura foi considerada um forte natural, ideal para abrigar essa nova classe dominante, formada por guerreiros.

 

Um dos pontos mais visitados da cidade é o Grande Buda, parte do templo Kotoko-in. Para chegar até a estátua de 13,35 metros de altura, você pode pegar a Enoden, uma simpática linha de bonde que liga Kamakura à Enoshima (¥190), já na cidade vizinha de Fujisawa. No caminho da estação até o Grande Buda ficam uma série de lojinhas muito charmosas e o Hasedera (¥300), um templo budista dedicado à Kannon, a deusa da misericórdia. O local tem um belo jardim e vista para a Baía de Sagami. Vale a visita.

 

Já o Grande Buda, hoje sentado ao relento, tem sua história datada de 1252 e por muito tempo foi coberto por um grande salão. Atualmente, é a segunda maior estátua de Buda em bronze do Japão, perdendo apenas para a que fica no Todaiji, em Nara. A entrada custa ¥200 e por adicionais ¥20 é possível passear por dentro da estátua.

 

A cidade das luzes e do penta

Yokohama é a capital da província de Kanagawa e uma das maiores cidades do Japão. Na realidade, se levarmos os dados a ferro e fogo, Yokohama é o município com maior população em todo o país. Lembra que lá no começo a gente te contou que Tóquio é uma das províncias japonesas? Ou seja, não sendo tecnicamente um município, a capital japonesa não contaria, pelo menos em tese. Partindo do centro da capital japonesa, Yokohama é acessível pelas linhas Tokaido, Ueno-Tokyo, Shonan-Shinjuku e Keihin-tohoku da JR. Ou seja, coloque o JR Pass no bolso e siga em frente.

 

Yokohama aparece diversas vezes no programa porque é lá que fica a fábrica Tadocoro Mutsui Kougyou, onde trabalha o tecnólogo da informação brasileiro Ariovaldo de Souza Júnior, um dos personagens principais da edição. Ele está suando a camisa e realizando o seu sonho muito próximo do local onde a seleção brasileira conquistou o pentacampeonato mundial de futebol masculino, o Nissan Stadium, o Estádio Internacional de Yokohama. Aliás, foi neste mesmo estádio que vários times brasileiros levaram para casa importantes títulos internacionais. São Paulo (2005), Internacional (2006) e Corinthians (2012) conquistaram ali o Mundial de Clubes da FIFA.

 

Amantes do futebol não podem deixar de visitar o estádio que oferece tours guiadas três vezes ao dia, em algumas datas ao longo do mês. Além de uma exposição falando sobre a Copa do Mundo de 2012, o estádio manteve o vestiário usado pelos jogadores da seleção pentacampeã, com as camisas oficiais de cada atleta e suas assinaturas. Muita gente se emociona ao saber que foi ali que o heróis do penta estiveram.

 

As visitas guiadas levam 60 minutos e custam ¥500 por pessoa. O site do local diz, ainda, que os visitantes ganham de presente uma lembrancinha feita com a mesma grama usada pelo estádio durante a copa de 2002. A estação JR mais próxima do estádio é Shin-yokohama. Ou seja, vale a pena até ir de trem-bala.

 

No estádio onde a seleção conquistou o penta, os vestiários parecem intactos.

(imagem: site do Nissan Stadium)


Outro local de Yokohama que aparece na reportagem é uma loja-conceito da varejista de roupas GU (lê-se ‘dji-yuu’). Conhecida pelo baixo preço, a GU buscou se aproximar do público mais jovem com um espaço cheio de tecnologia e mais eficiente e atrativo na hora das compras. A loja tem um espelho que funciona como tela, trazendo informações sobre a peça, incluindo combinações com outras roupas à disposição e até a opinião de outros compradores sobre o item.

 

Tem tecnologia também na hora do pagamento. Sem funcionários no caixa, as roupas são identificadas automaticamente por sensores e a conta pode ser paga com cartão de crédito ou dinheiro. A loja fica no Northport Mall, um shopping center próximo à estação Center-kita do Metrô Municipal de Yokohama. Calcule, pelo menos, ¥600 entre a estação central da cidade e o shopping.

 

Na loja-conceito da GU, a tecnologia serve para tornar as compras mais divertidas.

(frame do programa Globo Repórter)

 

Corra para ver a noite chegar na região conhecida como Minato Mirai, projetada para ser, como o próprio nome diz, o futuro dos portos no Japão. A área, cuja imagem mais icônica é uma bela roda gigante, é velha conhecida do público da Globo. Quando era correspondente em Tóquio, Roberto Kovalick fez uma bela reportagem sobre as tecnologias de minoração dos efeitos de desastres naturais em Minato Mirai.

 

Comece seu passeio ali pela estação JR Sakuragicho, citada num dos clássicos da canção de amor japonesa One More Time, One More Chance do cantor Masayoshi Yamazaki. Dali, caminhe até o Akarenga, um antigo depósito transformado em espaço de compras e entretenimento. No caminho, você verá o Landmark Tower que foi o prédio mais alto do Japão até o ano de 2014.

 

Cidade das indústrias

Kawasaki é um pequeno município localizado entre a província de Tóquio e a cidade de Yokohama. A cidade é daquelas que existem para provar que tamanho não é documento. Está entre uma das dez mais populosas do país e é uma potência industrial.

 

Uma das imagens mais impressionantes do segundo episódio é a vista das fábricas da cidade a partir de um barco. Este passeio sai do Pier Osanbashi, no Minato Mirai em Yokohama, e segue pela costa de Kawasaki. É realizada apenas uma saída por dia, somente no final da tarde e com duração de cerca de 90 minutos. A reserva tem que ser feita com antecedência pela internet e o pagamento em depósito bancário. Como o site é todo em japonês, o Tabiji pode te dar uma forcinha. Contate a gente para saber como funciona o nosso serviço de reservas. A tour custa ¥3.800 por pessoa.

 

Você ainda tem mais uns dias em Tóquio, uma megalópole com muito a oferecer em todos os aspectos: diversão, cultura, arte, esporte, gastronomia… Não deixe passar as oportunidades e mergulhe nesse universo porque, a partir daqui, a gente vai embarcar numa viagem até o fim da linha.

 

 

 

Clique para ler a oitava parte da reportagem.

 

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